Associação das Vítimas do TanflocÁgua · Direitos · Reparação
Rio Doce · após o desastre de Mariana

Você consumiu água do Rio Doce após o desastre de Mariana?

No tratamento dessa água foi utilizado um produto que contém formaldeído, o formol, substância reconhecidamente cancerígena.

Rio Doce em Galiléia (MG) · Foto: Eli K. Hayasaka, CC BY-SA 2.0
O que estava na água

Milhares de famílias continuaram dependendo dessa água.

Após o rompimento da barragem de Fundão, a população seguiu usando a água captada do Rio Doce para beber, cozinhar, preparar alimentos e fazer as atividades do dia a dia.

Nesse contexto, o Tanfloc foi utilizado no tratamento da água em localidades atingidas. O produto contém formaldeído residual.

Agora, novas análises da documentação reunida no caso levantam um questionamento ainda mais grave: as dosagens em que esse produto foi utilizado.

Novas descobertas mudam a dimensão do caso
até40×

Até 40 vezes a referência técnica máxima.

A análise técnica realizada pela Associação identificou registros de utilização do produto em dosagens que, em determinados contextos documentados, chegaram a até 40 vezes a referência técnica máxima considerada pela Associação.

Se você ou sua família consumiram essa água, essa descoberta pode dizer respeito a vocês.

O contexto

A lama não passou.

  • Parte dos rejeitos permaneceu no sistema fluvial.
  • Nas cheias, sedimentos podem voltar a ficar em suspensão.
  • E a água continuou sendo captada para abastecimento humano.

O rompimento lançou uma enorme quantidade de rejeitos de mineração na Bacia do Rio Doce. Parte desse material permaneceu depositada no rio e, em episódios de cheia e maior movimentação, sedimentos podem voltar a ficar em suspensão, aumentando a turbidez da água.

Foi nesse contexto que o Tanfloc passou a ser utilizado no tratamento da água.

A lama não passou. E a história da água ainda não foi contada por inteiro.

Dentro da sua casa

Pense na sua rotina naquela época.

Anos depois, descobrir que o produto usado no tratamento dessa água continha formaldeído residual, substância reconhecidamente cancerígena, e que documentos analisados pela Associação registram, em determinados contextos, dosagens muito superiores à referência técnica considerada.

  • Você bebia água da rede pública?
  • Fazia café e preparava comida com ela?
  • Lavava frutas, verduras e alimentos?
  • Seus filhos consumiam essa água?
  • Sua família usava essa água todos os dias?

Você não precisa entender de química ou de Direito para querer saber o que aconteceu.

Saúde

Por que isso importa?

Quando se discute a exposição indevida a um produto químico com formaldeído, as condições de uso, a concentração, a duração e as formas de exposição são fatores relevantes para avaliar os riscos.

Uma exposição indevida, especialmente em condições de superdosagem, pode representar risco à saúde e suscitar efeitos que precisam ser investigados no curto, no médio e no longo prazo.

Isso não significa afirmar que toda pessoa exposta desenvolverá uma doença.

Significa que quem consumiu essa água tem o direito de saber o que aconteceu, conhecer as informações disponíveis e buscar a apuração de eventuais danos.

A Associação

A Associação não descobriu esse caso ontem. E não começou a agir agora.

Há anos a Associação acompanha o Caso Tanfloc, reúne e analisa documentos, provoca autoridades, participa de discussões institucionais e adota medidas para que a controvérsia sobre a água consumida pela população não seja simplesmente esquecida.

01
Atuação judicial
02
Atuação administrativa e institucional
03
Provocação de órgãos e autoridades
04
Instâncias nacionais e internacionais
05
Análise contínua de novos documentos, fatos e evidências
O trabalho continua

Novos fatos exigem novas providências.

Novos documentos, informações e análises vêm ampliando a compreensão sobre as condições em que o Tanfloc foi utilizado no tratamento da água captada do Rio Doce.

Diante dessas descobertas, a Associação está avaliando e preparando novas medidas jurídicas e institucionais em defesa de quem desejar manifestar interesse na apuração dos fatos e na busca de reparação e indenização pelos danos que venham a ser juridicamente demonstrados.

Novos fatos foram identificados.
Novas medidas estão sendo preparadas.
O levantamento dos atingidos está sendo ampliado.
Por que se cadastrar agora

A Associação está ampliando o levantamento.

Diante das novas informações identificadas no Caso Tanfloc, a Associação está ampliando o levantamento dos potenciais atingidos. Ao fazer o pré-cadastro, você pode:

Se você consumiu essa água, não deixe a sua história fora desse levantamento.

  1. manifestar que consumiu água potencialmente abrangida pelo caso;
  2. permitir que a Associação verifique o seu possível enquadramento;
  3. receber informações sobre as novas descobertas e os próximos desdobramentos;
  4. conhecer os procedimentos para uma eventual filiação;
  5. manifestar o seu interesse na apuração dos danos sofridos;
  6. e, se desejar e preencher os requisitos, integrar o grupo organizado para a adoção das medidas cabíveis em busca de reparação e indenização.
Sem resposta até hoje

Perguntas que quem consumiu essa água tem o direito de fazer.

É por respostas, responsabilização, reparação e pela defesa dos atingidos que a Associação continua atuando.

  1. O que exatamente foi utilizado para tratar a água?
  2. Em quais dosagens?
  3. Essas dosagens respeitavam as referências técnicas aplicáveis?
  4. Por quanto tempo isso ocorreu?
  5. Quem acompanhava esse tratamento?
  6. Quem fiscalizava?
  7. Quem sabia?
  8. O que os documentos descobertos depois revelam?
  9. Quais podem ser os efeitos de uma exposição indevida ou de uma superdosagem?
  10. Por que tantos moradores só estão conhecendo essa discussão anos depois?
  11. E quem consumiu essa água, como fica?
R$ 170 bi

foram envolvidos na repactuação do desastre de Fundão. Mas e a controvérsia sobre quem consumiu a água tratada com Tanfloc?

As pretensões específicas defendidas pela Associação relacionadas ao Caso Tanfloc não receberam solução específica capaz de encerrar essa controvérsia.

Por isso, essa história ainda não terminou.

Indignação sozinha não defende direitos.

Organização coletiva transforma indignação em ação.

Uma pessoa tem uma história. Milhares de pessoas organizadas mostram a dimensão de um problema.

A Associação reúne os atingidos, organiza informações, acompanha as novas descobertas e adota as medidas jurídicas e institucionais cabíveis. Quanto mais representativo for esse grupo, maior a sua capacidade de demonstrar a dimensão do problema e defender os interesses dos associados.

Você conhece alguém que consumiu água do Rio Doce após o desastre?

Essa pessoa também precisa conhecer essa história. Mande esta página para a sua família, os vizinhos e quem morava com você.

Dúvidas

Perguntas frequentes.

Quem pode se cadastrar?

Se você residiu ou consumiu água em localidade potencialmente abrangida pelo Caso Tanfloc após o desastre de Fundão, faça o pré-cadastro. A Associação analisa as informações fornecidas para verificar o seu possível enquadramento.

Eu me mudei. Ainda posso participar?

Pode fazer o pré-cadastro. Informe a cidade onde consumia a água. O período e as demais informações são analisados pela equipe, caso a caso.

O que acontece depois do pré-cadastro?

Você responde algumas perguntas rápidas sobre a água da sua casa. A equipe da Associação analisa e dá retorno pelo WhatsApp. Se a sua situação se enquadrar, você segue para a filiação, com os documentos assinados pelo celular.

Preciso mandar laudo médico?

Não. O pré-cadastro não pede nenhuma informação de saúde. Se algum documento for necessário mais adiante, a equipe avisa e explica como enviar.

Por que pedem CPF e endereço?

Só na filiação, depois da análise da equipe. São os dados que vão nos documentos de adesão; sem eles não é possível formalizar a sua participação.

Meus dados estão seguros?

Sim. Ficam em banco de dados protegido, com acesso restrito à equipe da Associação, e são usados só para o seu caso, conforme a LGPD. Você pode pedir a exclusão quando quiser.

Como sei que não é golpe?

A Associação nunca pede senha nem pagamento por mensagem. O pré-cadastro é feito só por esta página. Na dúvida, fale com a Associação antes de informar qualquer dado.

Pré-cadastro

Quero saber se faço parte.

Novos fatos foram identificados. Novas medidas estão sendo preparadas. A Associação está ampliando o levantamento dos potenciais atingidos.

Se você consumiu essa água e quer que a sua situação seja analisada, manifeste o seu interesse.

  1. 1Você deixa nome, WhatsApp e a cidade onde consumia a água.
  2. 2Responde perguntas rápidas sobre a água da sua casa, pelo celular.
  3. 3A equipe da Associação analisa e fala com você pelo WhatsApp.

A Associação nunca pede senha nem pagamento por mensagem.

Quero saber se faço parte